Saiba mais sobre o Guzolando.

Desde o início da história do Zebu no Brasil, houve cruzamentos entre o Guzerá e as demais raças existentes. Houve pesquisas realizadas por Paulino Cavalcanti, na década de 1920, com várias raças, cujos resultados foram publicados no livro “O Zebu” (1935). Justamente a eficiência e lucratividade do gado leiteiro, aliadas à grande força para o trabalho rural, garantiram a preferência para o Guzerá até a década de 1920. Durante a Primeira Guerra Mundial, aconteceram diversas importações de Zebu e, entre os animais, vieram alguns exemplares Gir, os quais, acasalados com o cruzado Guzonel (Guzerá e Nelore) resultaram na formação do Indubrasil, de grande porte. A partir de então, as fêmeas Guzerá foram literalmente “caçadas” no país para formar a raça do neozebuino decantado pelos criadores de Minas Gerais. Somente dois rebanhos de Guzerá permaneceram intocados: de João de Abreu Júnior (Cantagalo, RJ) e de Cristiano Penna (Curvelo, MG). No Rio, o Guzerá manteve sua vocação leiteira, gerando mestiços com diversas raças; em Minas Gerais, o Guzerá foi orientado para carne.

Em 1989 foi aprovado o Regulamento para formação do gado Guzolando, ou “Guzerando”, ficando a sede do Registro Genealógico em Brasília, até 1966, quando foi transferida para a ACGB-Associação dos Criadores de Guzerá do Brasil, em Uberaba. Embora com registro próprio, o Guzolando tem encontrado muitos usuários mas poucos interessados em homologar a raça.

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