Saiba porque o Guzolando é nota 10.

  1. No Brasil, até hoje, existe um enorme déficit de leite. Milhões de crianças sequer recebem uma única xícara por dia. Centenas de milhares recebem menos que uma colher por dia. Isso é um absurdo num país com tamanha vastidão e com um gado leiteiro e rústico como o Guzerá. O Guzerá é um caminho natural para aumentar o leite do país.
  2. A grande culpa dessa carência, em parte, era pela falta de uma política a favor do Zebu Leiteiro. De fato, no Zebu, existem plantéis com produtividade muito acima das recomendações da FAO. Além de um bom volume, o Zebu Leiteiro, ou o Guzolando, garantem alto rendimento (tanto em carne como em leite). Por isso, os criadores de Guzerá vendem toda produção de Guzolando quando jovem.
  3. É importante diferenciar as linhagens de Guzerá, de acordo, com os objetivos da seleção. Existem as linhagens leiteiras e as de corte. Por ter adquirido “gato por lebre” regiões como o sul da Bahia passaram dezenas de anos condenando o Guzerá, como se não produzisse leite algum, enquanto uns poucos rebanhos obtinham bons lucros com o leite.
  4. Uma importante utilização do Guzolando é sobre o Girolando, com objetivo de reforçar os ligamentos dos úberes, dando mais força corporal e mantendo uma alta produção leiteira. Milhares e milhares de vacas apontadas como Girolando têm influência do sangue Guzerá. Lentamente o Brasil caminha para a formação de um composto entre Guzerá, Gir e Holandês.
  5. Um plantel somente é leiteiro se o gado for manso! A mansidão é uma característica de alta herdabilidade e que pode ser selecionada. Na Índia, o Guzerá é tido como leiteiro e lá quase todo o gado é manso. Já no Brasil, as linhagens leiteiras acabaram sofrendo misturas com outras linhagens ou mesmo outras raças, porque os criadores preferem um gado para viver solto nos campos. Ora, a criação extensiva para leite não pode ser adotada como referência! É certo afirmar que “todo Guzerá produz leite, mas há os especialmente selecionados para leite”. O Guzerá leiteiro é muito manso!
  6. Como medir a eficiência global de uma vaca leiteira nos trópicos? Não foi desenvolvida ainda uma tecnologia adequada! A produção deve ser medida pelo limite apontado pelo esfíncter? Deve ser projetada para 305 dias? Ou deve ser calculada pela produção obtida entre dois partos? Não houve um estudo conveniente a respeito. Assim, comparar os volumes produzidos entre raças européias e zebuínas/mestiças é incorrer em erros.
  7. Comparando a existência inteira de uma vaca européia e de uma boa vaca Guzerá leiteira, fica evidente que a Guzerá ou Guzolanda produziu mais carne e bastante leite, garantindo maior lucro no final do ciclo. É só fazer as contas. Pensar apenas no leite de hoje, no balde, é ilusão. O fazendeiro tem que pensar no ciclo completo.
  8. A vaca superespecializada européia produz uma montanha de leite mas consome uma montanha de remédios (antibióticos, etc.). Os cientistas vivem alarmados com o grau de transmissão de remédios através do leite das vacas. O mundo quer o “leite orgânico” e ele só pode ser obtido por meio do Zebu Leiteiro, economicamente. A produção de leite por meio de animais europeus promove a “indústria do carrapato”, conforme os dados da Embrapa. Quanto maior o grau de sangue europeu, mais carrapatos.
  9. A vaca superespecializada européia produz muito leite mas exige um pedaço do clima europeu na fazenda. Ela apresenta um alto metabolismo e precisa de um clima fresco. Cada oscilação climática e a produção despenca. Vacas estressadas não produzem um bom leite!
  10. É possível produzir muito leite com mestiças registradas de bom porte. O Guzolando é um exemplo disso. Basta fazer as contas, com rigor. Ao somar o rendimento final, o Guzolando dá mais lucro para a propriedade. O Guzolando tem o seu Certificado emitido pela Associação de Guzerá.
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